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Descoberta. De peles mortas. E também de vida. Ela pulsa. Vulva.

Palavras surgem e borram.
É pra dizer sentindo.
É pra ler sentindo.

Descoberta são peles feitas em processo instintivo, dentro da performance, com palavras escritas no corpo nu, levadas sempre por uma música. Brotam pra superfície e registro em tecido molhado. Viram peles suspensas.

Descoberta é sobre descobrir-se inteira, mesmo depois de ter sido quebrada em pedacinhos.

Através de imagens poéticas, uso a sabedoria natural e fluida do corpo. Trago a pele como memória, pra dizer o que sinto, em processo de cura, abrigando caos e silêncio. Sobre ser mulher. Sobre o quanto do outro fica em nossos corpos e o quanto deixamos. Sobre o quanto ocupamos do nosso próprio espaço, e nossa potência. Sobre como se acender de novo. Limite.

É sobre movimentar-se, partir, rasgar, costurar e ainda assim, manter-se inteira.
Que todas sejam livres.

Vernissage dia 28, terça-feira, a partir das 19h com o som da incrível Lia Macedo, e performance de Sil Strass às 21h, pontualmente.

As fotos juntas à exposição são da Gabriela Cais Burdmann

fotos
onde?
Casa da Luz
Rua Maua, 512
São Paulo - SP